terça-feira, 24 de junho de 2008

Metamorfose

Por: Fernando C.N. Vieira

Era sábado, acordei e logo fui me arrumando, coloquei uma bela camisa, uma bermuda que minha mãe Marise tinha me dado há uns dois meses, tomei o meu café com pão, escovei os dentes e os meus cabelos e então parti. Fui à rua, a minha rua, melhor dizendo, a rua adjacente a que moro. Fui ao encontro de meus amigos sabendo que certamente iria ver a menina que “amava” pelo menos acho que esse é o tempo que devo conjugar o verbo.
Eram dez da manhã e eles já jogavam bola, entre eles meu irmão Fabrício e o irmão dela Alexandre. Eu não jogava futebol, nunca gostei, não tenho habilidade nem para brincar, era gordinho e todos sabem que gordinho não leva jeito pra isso. Meu negócio é escutar uma boa música e curtir filmes de aventura. Como entre os atletas de fins de semana e dias normais também encontrava-se o meu futuro cunhado, ela sempre estava lá, linda como só ela, Jaqueline era loura, da minha altura, olhos claros, acho que verde, mais nova, magra, delicada. Conversávamos bastante, éramos verdadeiros amigos, freqüentávamos a casa um do outro e nossos pais nunca achavam ruim, a verdade é que eles sempre torceram para que nós namorássemos, a verdade é que eu queria, mas não sabia se ela queria também, porém naquele dia, naquele sábado, resolvi perguntar, eu dizia: hoje é o dia!
Tomei coragem, cheguei perto e conversei bastante e antes dela sair para almoçar perguntei se podia conversar uma coisa séria com ela aquela noite. Ela disse que ia sair as oito, eu falei que a chamaria antes, então ela aceitou. Eram seis e meia da noite quando escutei sua voz a minha porta dizendo: “Ícaro... Ícaro...” Fui logo, quando cheguei e a vi notei que ela estava linda, estonteante, ela me disse: “Terei de sair às sete horas, você pode me falar agora?” Fui pego desprevenido, mas disse “claro que sim”. Numa fala desenfreada soltei a pergunta que me sufocava a garganta: “Jaqueline, fica comigo” e ela parada, deslumbrada com o acontecido após um tempo me disse calmamente que não dava, pois éramos apenas grandes amigos e que eu estava confundindo as coisas. Fiquei triste e tinha certeza que essa resposta era devido eu ser gordo, fiquei na esperança dela mudar de idéia, que o ‘mundo desse voltas’, mas o tempo foi passando e nada!Então me afastei e tentei tirá-la da cabeça.
Hoje consegui esquecê-la, melhorei bastante, canto, danço, dou minhas aulas de química, estou magro e posso me arriscar em dizer que estou bonito. O mundo deu voltas, “será por quê?” Entretanto pra mim não faz diferença, gosto dela como amiga e só. Ela me diz que o mundo dá voltas e sei que dá, mas neste sábado vou avisá-la que é melhor esperar sentada para não cansar.
Como essa experiência percebi que os nossos olhos não devem ficar encantados com a estética, mas devem ver adiante, descobrir a beleza interior de cada um que com o tempo peregrina-se para fora como uma metamorfose.

M W

Por: Fernando C.N. Vieira



M e W não são apenas duas letras do alfabeto
M e W são opostos
M e W têm personalidades fortes
M e W se completam
M e W se equivalem
M e W são iguais
M e W não são irmãos
M e W são feitos um para o outro.Só não sabem disso

Criança é osso!!!

Sim, criança não é brincadeira !
Bonitinha, educadinha, engraçadinha. Porém tem seus lados de lerdeza, de "retardamento", de esperteza!
Mas é sempre bem vinda!
Quando eu tinha uns 4 pra 5 anos, cismava que sabia ler. As pessoas achavam uma graça, uma menina loirinha, de olhos verdes e branquinha sabendo ler! Não sei se fingiam que acreditavam, ou se acreditavam mesmo, o fato é que eu AMAVA fingir que estava lendo!
Gostava de "ler", revistinha da mônica, era minha paixão, gostava também de uma coleção que eu tinha (sim, eu tinha, minha mãe deu pros outros) e o almanacão? Era juntar o útil ao agradável!
Um belo dia, eu com esse fingimento, estava andando pela rua lendo uma revistinha da Mônica. Normal até ai nao é?
Pois é. Porém eu não sabia ler, estava andando e com um baita de um óculos escuro pregado na cara, nem era um dia de sol, e o pior, o óculos nem era bonito..era amarelo em volta, todo brega.
Então eu ia caminhando e cantando,ops! cantando não "lendo", quando de repente...
Cenas do próximo capítulo.
Bricadeira...quando de repente...
soquei minha testa em um poste, daqueles de ferro.
-AIIIIIIIIIII!!! eu disse chorando, berrando, lembro como se fosse hoje, meu irmão rindo de mim e eu chorando!
Resultado: Além de continuar não sabendo ler, fiquei com um galo enorme no meio da testa e ainda por cima com o óculos amarelo pois não o tirei!
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Júlia já sabe ler, porém não gosta e não pode fingir que está lendo, vai que depois aparece um poste na frente dela!